Histórico das Reclamações de Mau Cheiro
Nas últimas semanas, moradores das cidades de Hortolândia, Paulínia e Monte Mor, localizadas na região de Campinas, expressaram insatisfações repetitivas em relação à qualidade da água fornecida em suas residências. Esse problema não é novo: já havia sido relatado em abril de 2026, quando a água estava com um odor e sabor desagradáveis, semelhantes ao de mofo ou pano molhado. A situação se agravou novamente, levando os residentes a relembrarem suas queixas anteriores.
Relatos dos Moradores: O Que Dizem?
Os relatos de residentes indicam uma preocupação crescente com a qualidade da água. Os moradores descreveram que, ao consumir a água, notaram um gosto e odor muito ruins, que se assemelham a um ambiente mofado. Um morador de Hortolândia, Rodrigo Laneri, relatou que a água estava com um gosto ‘pesado’, comparando-o a uma experiência frustrante já vivida em abril. Além disso, outros relatos incluem problemas de saúde, como episódios de diarreia e irritação na pele.
Impacto na Saúde: Problemáticas Relatadas
A insatisfação com a qualidade da água não se limita ao seu sabor ou odor. Moradores estão preocupados com os possíveis efeitos adversos para a saúde. Além de diarreia, as pessoas relataram irritação na pele ao tomar banho. Esta situação levanta questões sobre a segurança do abastecimento de água na região. Moradores expressaram preocupação especial entre famílias com crianças e gestantes, mencionando a falta de estudos que comprovem a segurança do consumo da água afetada.

A Resposta da Sabesp às Queixas
A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) tomou conhecimento das reclamações e ao ser questionada, informou que intensificou o monitoramento da qualidade da água nas cidades afetadas. A Sabesp detalhou que adotou medidas preventivas, como o aumento da aplicação de carvão ativado durante o tratamento, buscando mitigar problemas relacionados ao sabor e odor da água.
Monitoramento da Qualidade da Água
A Sabesp não está sozinha nesse processo. A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) também está monitorando a situação. Até o presente momento, a CETESB garantiu que não foram identificadas mudanças nos parâmetros de qualidade da água do Rio Jaguari, uma das fontes de abastecimento da região. Entretanto, o acompanhamento contínuo das condições dos rios é vital para assegurar a qualidade e a segurança da água fornecida aos cidadãos.
Medidas de Tratamento Utilizadas
Para tratar a água, a Sabesp intensificou a utilização de carvão ativado. Essa substância é conhecida por sua capacidade de absorver impurezas e compostos que podem afetar o sabor e o odor da água. Essa técnica é um procedimento comum em estações de tratamento, onde busca-se garantir que a água atenda aos padrões necessários para consumo humano. Moradores esperam que essa medida produza resultados efetivos e duradouros.
Reações da Cetesb e Acompanhamento do Rio Jaguari
A CETESB declarou que está com equipes em campo, realizando análises e monitorando a saúde dos rios da região, incluindo o Rio Jaguari. A verificação dos níveis de poluentes e substâncias químicas é crucial para o abastecimento de água. Até o presente momento, não houve detecções de substâncias que expliquem o mau cheiro e o gosto da água relatados pelos moradores, mas a continuação do monitoramento é essencial.
Depoimentos de Moradores e Seus Medos
Os depoimentos de moradores refletem um profundo receio pela saúde coletiva. Um residente expressou sua preocupação por ter sua esposa grávida e não saber os potenciais riscos que a água com odor pode trazer à saúde da família. Outros moradores, como Rodrigo Fabiano da Silva, que reside em Paulínia, afirmam que, mesmo possessuindo filtros em casa, acabam sendo obrigados a adquirir água mineral para evitar riscos, evidenciando um desconforto profundamente enraizado entre a população.
A Importância da Potabilidade da Água
A qualidade da água que consumimos é vital, não apenas para a saúde individual, mas para a saúde pública em geral. A potabilidade da água deve sempre atender às normas e regulamentos, garantindo que a água é segura para consumo. Nesse contexto, as queixas dos moradores evidenciam a necessidade de uma resposta rápida e eficiente por parte das autoridades competentes.
Próximos Passos: O Que Esperar do Poder Público
É fundamental que o poder público mantenha um diálogo aberto com a população afetada. Medidas adicionais de transparência, como a divulgação de relatórios de qualidade da água e os resultados dos testes realizados, ajudam a construir uma relação de confiança. Espera-se ainda que a Sabesp, junto à CETESB, explore outras soluções para prevenir a recorrência de problemas semelhantes no futuro, assegurando assim uma distribuição de água de qualidade, essencial para a vida das comunidades.

